
Por toda a parte, todos os días, que seja sobre o nosso lugar de vida, o
nosso lugar de trabalho, discutindo com os nossos vizinhos, as raz?es de
revoltar-se n?o faltam
Ao "Sul", os tr?s quartos da humanidade sofrem de fome e guerra mais
completa na indiferença e o despeito mais total das elites. Cada dia,
30.000 crianças morrem de fome na indiferença mais completa ;
As nossas regi?es ocidentais, assalariados, precários, desempregados, em
estudantes, alunos de institutos, reformados..., somas muito entregues ?
mesma lógica comercial que imp?e precarizaç?o, somos flexibilizaç?o., e
priva-nos totalmente das nossas vidas, da nossa liberdade de acç?o.
Divide-nos -se inventando compartimentaç?es e identidades imaginárias :
jovens/velhos, franc?ses/estrangeiros, trabalhadores/desempregados... de
acordo com a boa velha táctica de dividir para melhor reinar. O
individualismo e o comunitarismo fazem apenas reforçar os egoísmos
individuais ou colectivos, em detrimento da solidariedade universal.
Os políticos continuam a embalar-nos de ilus?es com os seus aliados
sindicalistas. S?o impotentes para parar a destruiç?o do planeta, mas de
resto, querem-no ? O único importa para eles? "tacho" e a competic?o
eleitoral. Governos, deputados, proprietários, sindicalistas, Igrejas e
clero, instituiç?es representativas... : todos enviam-nos no muro.
Quanto aos "déambulateurs" da contestaç?o-espectáculo, nos enganam falseando nos seus recorrentes desejos de um Estado mais social, e um
capitalismo de "rosto humano".
? cada eleiç?o, os políticos surgem-nos o mito que o Estado poderia
assegurar os nossos direitos, se for dirigido por homens políticos
virtuosos. Para além que esta espécie de pássaro rara nunca foi observada
sobre terra, de é esquecer a natureza mesmo do Estado que é sobretudo um
instrumento ao serviço da classe dirigente e o capitalismo. Os Estados,
fiadores de esta ordem económica e autoritária, n?o t?m cessaç?o de
controlar, restringir, fechar, esmagar... As suas farmácias, docilmente
integradas (partidos,sindicatos...), s?o a voz do seu mestre, e em nada
vectores eficazes de transformaç?es sociais.
A sociedade continua a ser por conseguinte organizada economicamente sobre
a propriedade privada (recursos naturais, mercadorias, meios de produç?o,
tecnologias), sobre a troca pelo dinheiro, sobre a concorr?ncia e a
competic?o, sobre o lucro como objectivo, sobre a exploraç?o das mulheres,
dos homens e das crianças. A educaç?o e a instruç?o escolar nega elas
também a liberdade e pratica sem vergonha a selecç?o e a exclus?o social
(por exemplo : a história ensinada é a do poder). A cultura de "massa" e
de consumo erige-se como superior ? felicidade. O pub golpeia-nos de
slogans : "consome, estará livres e felizes".
No entanto, contrariamente ao que se quereria fazer-nos crer os ultra-liberais, a História n?o se é terminado.
Por toda a parte sobre o planeta, pessoas lutam contra a opress?o, e a
emancipaç?o da humanidade permanece por conquistar. N?o devemos duvidar das
nossas capacidades colectivas de transformar este mundo, mas n?o devemos
reproduzir os erros do passado. N?o será recreando as mesmas instituiç?es
(Estado, governo, partidos políticos, Igrejas, sindicatos...) que
liberar-nos-emos, mas desenvolvendo a autonomia dos explorados e oprimidos.
Para aquilo, pensamos que o desenvolvimento de estruturas autoorganizadas,
de acordo com os princípios anárquicos, participa deste movimento
revolucionário que permanece construir.
Longe estabelecer um catálogo dos prejuízos induzidos pelo capitalismo, a
nossa análise continua a ser global porque pensamos que todas as
opress?es, que sejam económicas, políticas ou ideológicas, cruzam-se e
reforçam-se.
Queremos contribuir para voltar a dar um sentido colectivo ?s lutas, para
nos libertar-mos e passarmos ao desenvolvimento das resist?ncias colectivas.
Aquilo passa nomeadamente pela transmiss?o da memória dos movimentos
sociais, para reconstruir a "utopia" de um projecto global, o comunismo
anárquico.
Como a uni?o faz a força, organizamo-nos numa rede federal, que nos
permite trocar análises e experi?ncias, e também reforçar-se mutuamente
com os que compartilham um ponto de vista revolucionário.
Ao diário, tomamos parte ?s lutas contra a dominaç?o sobre qualquer suas
formas, que exerce-se sobre o nosso lugar de trabalho, na nossa cidade ou
lugar de vida, utilizando os instrumentos da acç?o directa e a
solidariedade.
Comunicado efectuado pelos militantes SIPN(Sindicato Interco
Paris Do norte do CNT AIT)
Mais informaç?es em
aqui-Cnt-Ait.info