Terça-feira, Abril 28, 2009
1º Maio Anticapitalista e Antiautoritário - Lisboa
Manifestação
Jardim Príncipe Real ? Lisboa ? 16 h
O 1º de Maio evoca aqueles que morreram na luta contra o capital. Desta
forma, nunca poderá ser uma celebração. Por outro lado, em circunstância
alguma se deverá homenagear uma das suas formas de escravatura: o trabalho
ou o estatuto de trabalhador nos moldes de uma sociedade capitalista e
autoritária.
A nossa luta é directa e global, contra todxs xs que nos exploram e
oprimem, contra o patrão no nosso local de trabalho, contra o bófia no
nosso bairro, contra a lavagem cerebral na nossa escola, contra as
mercadorias com que nos iludem e escravizam, contra os tribunais e as
prisões imprescindíveis para manter a propriedade e a ordem social.
Não nos revemos no simulacro de luta praticado pelxs esquerdistas,
ancoradxs nos seus partidos, sindicatos e movimentos supostamente
autónomos. Estes apenas aspiram a conquistar um andar de luxo no edifício
fundado sobre a opressão e a exploração, contribuindo para dar novo rosto
à miséria que nos é imposta.
Recusamos qualquer tentativa de renovação do capitalismo, engendrada nas
cimeiras dos poderosos ou na oposição cínica posta em cena pelos fóruns
dos seus falsos críticos. Não tenhamos ilusões. Não existe capitalismo
?honesto?, ?humano? ou ?verde?. A ?crise? com que nos alimentam até à
náusea não é nenhuma novidade. A precaridade não é só um fenómeno da
actualidade, existe desde que a exploração das nossas vidas se tornou
necessária à sobrevivência deste sistema hierárquico e mercantil.
Porque queremos um mundo sem amos nem escravos, apelamos à resistência e
ao ataque anticapitalista e anti-autoritário. E saímos à rua.
_________________________________________
A - I n f o s Uma Agencia De Noticias
De, Por e Para Anarquistas
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Jardim Príncipe Real ? Lisboa ? 16 h
O 1º de Maio evoca aqueles que morreram na luta contra o capital. Desta
forma, nunca poderá ser uma celebração. Por outro lado, em circunstância
alguma se deverá homenagear uma das suas formas de escravatura: o trabalho
ou o estatuto de trabalhador nos moldes de uma sociedade capitalista e
autoritária.
A nossa luta é directa e global, contra todxs xs que nos exploram e
oprimem, contra o patrão no nosso local de trabalho, contra o bófia no
nosso bairro, contra a lavagem cerebral na nossa escola, contra as
mercadorias com que nos iludem e escravizam, contra os tribunais e as
prisões imprescindíveis para manter a propriedade e a ordem social.
Não nos revemos no simulacro de luta praticado pelxs esquerdistas,
ancoradxs nos seus partidos, sindicatos e movimentos supostamente
autónomos. Estes apenas aspiram a conquistar um andar de luxo no edifício
fundado sobre a opressão e a exploração, contribuindo para dar novo rosto
à miséria que nos é imposta.
Recusamos qualquer tentativa de renovação do capitalismo, engendrada nas
cimeiras dos poderosos ou na oposição cínica posta em cena pelos fóruns
dos seus falsos críticos. Não tenhamos ilusões. Não existe capitalismo
?honesto?, ?humano? ou ?verde?. A ?crise? com que nos alimentam até à
náusea não é nenhuma novidade. A precaridade não é só um fenómeno da
actualidade, existe desde que a exploração das nossas vidas se tornou
necessária à sobrevivência deste sistema hierárquico e mercantil.
Porque queremos um mundo sem amos nem escravos, apelamos à resistência e
ao ataque anticapitalista e anti-autoritário. E saímos à rua.
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Apresentação da Plataforma de Objecção ao Biotério no Centro de Cultura Libertária
Dia 2 de Maio (Sábado) pelas 16h
A Plataforma de Objecção ao Biotério é um movimento cívico criado por um grupo de pessoas, na sua maioria ligadas às ciências da vida (Biólogos, Veterinários, Psicólogos) que se juntaram com o objectivo de combater o projecto de construção do Biotério da Fundação Champalimaud.
Como é do conhecimento público, a Fundação Champalimaud pretende construir um biotério com 25 mil gaiolas para produzir animais para experimentação animal, em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian e a Universidade de Lisboa e em terrenos cedidos pelo município da Azambuja.
Enquanto cidadãos responsáveis e informados, somos contra a experimentação animal por motivos éticos e científicos e legais.
Assim e por este biotério ser o maior de Portugal, dos maiores da Europa, ter fins comerciais, envolver dinheiros públicos e ter por objectivo exportar animais para vários cantos do mundo, inclusive países onde não existe qualquer legislação de protecção aos animais, decidimos opor-nos com todas as nossas forças à construção deste revoltante projecto.
Para saber mais sobre a Plataforma, visita o site: www.pob.pt.vu
20h30 Jantar vegetariano (contribuição livre)
* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
Centro de Cultura Libertária
Site: http://ccl.yoll.net
Blog: http://culturalibertaria.blogspot.com
E-mail: ateneu2000@yahoo.com
Endereço postal: Apartado 40 / 2800-801 Almada (Portugal)
Sede: Rua Cândido do Reis, 121, 1º Dto - Cacilhas - Almada
A Plataforma de Objecção ao Biotério é um movimento cívico criado por um grupo de pessoas, na sua maioria ligadas às ciências da vida (Biólogos, Veterinários, Psicólogos) que se juntaram com o objectivo de combater o projecto de construção do Biotério da Fundação Champalimaud.
Como é do conhecimento público, a Fundação Champalimaud pretende construir um biotério com 25 mil gaiolas para produzir animais para experimentação animal, em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian e a Universidade de Lisboa e em terrenos cedidos pelo município da Azambuja.
Enquanto cidadãos responsáveis e informados, somos contra a experimentação animal por motivos éticos e científicos e legais.
Assim e por este biotério ser o maior de Portugal, dos maiores da Europa, ter fins comerciais, envolver dinheiros públicos e ter por objectivo exportar animais para vários cantos do mundo, inclusive países onde não existe qualquer legislação de protecção aos animais, decidimos opor-nos com todas as nossas forças à construção deste revoltante projecto.
Para saber mais sobre a Plataforma, visita o site: www.pob.pt.vu
20h30 Jantar vegetariano (contribuição livre)
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Centro de Cultura Libertária
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Terça-feira, Abril 21, 2009
Feira do Livro Anarquista

Queremos ir para além da informação e da opinião.Partindo de diferentes projectos, pretendemos criar um espaço de discussão, reflexão, encontro e confronto de ideias anarquistas, onde cada um destes projectos se possa desenvolver.
Numa tentativa de encontrar e conhecer outros indivíduos e descobrir potenciais cúmplices no que cada um de nós deseja, continuamos (e continuaremos) a dar importância à palavra escrita enquanto
ferramenta de comunicação e ataque.
Convidamos quem desejar contribuir neste sentido a participar.
22, 23 e 24 de maio de 09
rua luz soriano 67 bairro alto lisboa
entrega de proposta de actividades e/ou bancas até dia 24 de abril
Para mais informação
feiradolivroanarquista.blogspot.com
feiradolivroanarquista@gmail.com
AS RELAÇÕES ENTRE AS MUL TINACIONAIS NORTE-AMERICANAS E O III REICH (*)
(*) Artigo extraído do n° 65 de Amor y Rabia, publicação anarquista de Valladolid, Espanha.
COCA-COLA ÜBERALLES
Como é sabido, a Coca-Cola sempre se apresentou como um símbolo dos EUA e dos seus valores "democráticos"; porém, trata-se mais de uma engenhosa mentira publicitária do que de uma realidade. De facto, a Coca-Cola foi uma dessas grandes companhias americanas que, pelo menos indirectamente, colaboraram com o regime nazi.
Para começar, a popular empresa norte-americana, com base em Atlanta (Geórgia), vendeu milhões de garrafas do conhecido refresco entre 1933 e 1945, violando as normas aliadas que impediam o comércio com a Alemanha nazi durante a Segunda Guerra Mundial. Mas a sua falta de escrúpulos não ficou por aí. Desde Dezembro de 1941, a empresa convenceu os americanos de que o seu produto era o símbolo da luta contra os inimigos da liberdade e da democracia. Porém, o certo é que, sendo a Alemanha o segundo maior mercado desta bebida refrescante (a seguir aos próprios EUA), a Coca-Cola encontrou a forma de manter os seus lucros neste país, apesar da política imperialista e genocida conduzida pelo seu governo. Já desde os tempos turbulentos da República de Weimar que os alemães encaravam a Coca-Cola como a ponta de lança de um certo tipo de colonialismo norte-americano na Europa. Por isso, a Coca-Cola teve que, primeiro, mudar a imagem que o consumidor médio alemão tinha do seu produto e, a seguir, vencer empresas concorrentes alemãs (como a Sinalco ou a Agri-Cola) que fabricavam imitações do mais famoso dos refrescos de cola. Se, em casa, a publicidade da empresa tinha que identificar-se com os valores imperantes na sociedade norte-americana, na Alemanha, a Coca-Cola tinha que adequar-se aos princípios ideológicos impostos pelo III Reich à sociedade alemã.
Uma peça chave neste processo foi Max Keith (na altura representante da empresa de refrescos), personagem descrito por alguns dos seus ex-empregados como um líder carismático e autoritário. Keith depressa percebeu que, para conquistar o mercado germânico, tinha que estar nas boas graças dos governantes da nação; por isso, começou por distribuir generosos subornos a diversos governantes nazis. Assim, em 1936, quando Goering introduziu um plano quadrienal para reduzir ao mínimo as importações alemãs e falharam todas as negociações conduzidas pelos advogados da empresa norte-americana, Keith autorizou a entrega de dinheiro a este chefe nazi. Graças a isso, a Coca-Cola conseguiu uma licença especial de importação que salvaguardou a sua quota de lucros na Alemanha. Max Keith convertera-se no homem da Coca-Cola por excelência, assim como num colaborador dos nazis, disposto a fazer o que quer que fosse que estes pedissem, desde que vendesse o seu produto.
Com as coisas neste pé, a Coca-Cola tornou-se, nesse mesmo ano, numa das três bebidas patrocinadoras dos Jogos Olímpicos de Berlim, um evento que o III Reich explorou para promover a sua ideologia racista e autoritária. A boa sintonia existente entre a Coca-Cola e o regime de Hitler foi algo que pôde ser comprovado por todos os que visitaram Berlim durante tão magno acontecimento, dado que em muitas imagens do Führer, que apareciam em cartazes publicitários e revistas, surgia também o logotipo do conhecido refresco incitando o público a beber Coca-Cola “eískalt” [=’muito fria’]. A partir daí, a Coca-Cola chega ao coração do nazismo e inclusivamente, em Outubro de 1938, numa revista militar que celebrava a anexação dos Sudetas pela Wehrmacht [='exército alemão'], podia ver-se um anúncio no qual uma mão segurava numa garrafa de Coca-Cola, com um mapa-mundo como fundo e que rezava: "Ja, Coca-Cola hat weltruf [='Sím, Coca-Cola: tem fama mundial'] Isto equivalia a dar um apoio tácito ao exército nazi e às suas conquistas.
A empresa americana estava a adquirir uma popularidade tal no mercado alemão, que Karl Flach (chefe duma das suas rivais alemãs, a Afri-Cola) começou a fazer circular panfletos nos quais aparecia uma garrafa de Coca-Cola com caracteres hebreus que diziam que o refresco americano era "Kosher" [=’apto para ser consumido por judeus’] e um texto, que assegurava ser a Coca-Cola uma empresa dirigida por judeus. Apesar disso, o prejuízo foi temporário, pois a empresa americana contra-atacou de imediato. E como? Com uma campanha propagandística, que afirmava exactamente o contrário, através da publicação de vários anúncios, nos quais defendia posições anti-semitas, no Stuerner, publicação oficial do partido nazi conhecida pelos seus artigos racistas. Estes anúncios não passaram despercebidos nos EUA, tendo originado alguns títulos do género "Coca-Cola financia Hitler" na imprensa norte-americana.
Durante a guerra, a Coca-Cola pôde enfrentar as restrições decorrentes do conflito bélico, recorrendo ao seu habitual oportunismo. Assim, quando, na Alemanha, foi restringida a utilização do vidro devido ao embargo aliado, a empresa de refrescos abriu fábricas na região dos Sudetas, em 1939, sob a protecção dos chefes nazis locais, visto que esta região estava fora do cerco económico. Desta forma, a Coca-Cola ludibriou o boicote ao III Reich. Além disso, a companhia norte-americana tão-pouco teve quaisquer problemas em que os seus camiões transportassem tropas alemãs em múltiplas ocasiões. Nem sequer no período mais aceso da contenda bélica, em que alguns dos ingredientes secretos da mais popular bebida não conseguiam chegar à zona sob controle nazi, a companhia deixou de fabricar bebida: nessa altura, Keith e a sua equipa de colaboradores inventaram a Fanta e a empresa Coca-Cola continuou a vender sem se importar nada com isso. Este facto pode ser testemunhado por alguns sobreviventes dos campos de concentração nazis, pois trabalharam como mão-de-obra escrava nas fábricas que a Coca-Cola mantinha em funcionamento nos territórios dominados pelo Reich alemão.
OS SEGREDOS DA IBM
Ainda não há muito tempo, na primavera de 2001, um autor chamado Edwin Black publicou um livro intitulado IBM and the Holocaust (A IBM e o Holocausto), facto que deu lugar a uma forte polémica nos Estados Unidos. Segundo Black, filho de judeus sobreviventes do holocausto, a IBM, empresa pioneira do sector informático, teve igualmente a sua parte de responsabilidade no genocídio levado a cabo pelos nazis. A obra, para além de surpreender por pôr em causa a até então inquestionável honestidade da companhia, veio também animar a luta dos sobreviventes dos campos de concentração que actualmente vivem nos Estados Unidos contra as empresas americanas que colaboraram com os nazis. Em que consistiu então a responsabilidade dessa prestigiada firma informática?
Como é do conhecimento geral, quando os nazis chegaram ao poder ainda não existiam os computadores, mas já existia a IBM. Nas décadas que precederam o desenvolvimento dos computadores, a informação processava-se usando métodos mecânicos em vez de electrónicos, como sucede hoje em dia. Um desses métodos era baseado nos cartões perfurados de Hollerith. Herman Hollerith foi um americano de origem alemã que desenvolveu uma técnica para calcular o censo dos Estados Unidos através de cartões perfurados que eram lidos por uma máquina. Este método obteve um tal êxito que de imediato Hollerith criou, praticamente a nível mundial, um monopólio de aluguer e venda de máquinas leitoras a governos e grandes empresas. Em 1911, a companhia de Hollerith fundiu-se com a Computing-Tabulating-Recording Cornpany (CTR), à frente da qual estava Thomas Watson. Mas em pouco tempo se transformou na International Business Machines (IBM).
Entretanto, em 1922, numa Alemanha afundada em plena crise económica, Watson acedeu ao controlo da Dehornag (Deutsche Hollerith Maschinen Gesellschaft), a qual usava a técnica dos cartões perfurados sob licença. E é esta, conforme argumenta Black, a peça chave na relação entre a IBM e o regime nazi. Segundo esse autor, Watson não era exactamente um fascista, antes sim um empresário autoritário e disposto a fazer dinheiro fácil, pondo de lado quaisquer considerações morais. Watson, de facto, era conselheiro do presidente Roosevelt e ocupava um cargo no Ministério dos Negócios Estrangeiros, mas não podia deixar passar a oportunidade de comerciar com a Alemanha nazi. Tendo Hitler, em 1933, começado a elaborar um censo que tinha como fim identificar os alemães de origem judia, a filial da IBM na Alemanha não teve qualquer problema em colocar a sua tecnologia ao serviço desse objectivo. A IBM, segundo Black, fazia-se passar por empresa alemã, apesar de a empresa-mãe, nos Estados Unidos, continuar a manter, mesmo durante a guerra, o controlo sobre ela. Desse modo, desrespeitava o bloqueio económico imposto à Alemanha pelos aliados. Black sustenta mesmo que Watson chegou a falar favoravelmente do III Reich em público, o que explica ele ter recebido do governo nazi a Cruz da Águia Alemã.
Em 1933, o regime nazi levou a cabo um outro censo nacional, com o qual se pretendia detectar, de forma já definitiva, a ascendência judia de milhares de cidadãos alemães. Sem dúvida que esse empreendimento foi posto em prática graças às máquinas de cartões perfurados da Dehomag. Um pouco mais tarde, em 1938, e pouco tempo antes de os nazis anexarem a Áustria, a filial da IBM em Viena, sob a supervisão do conhecido nazi Adolf Eichmann, dedicou-se também à identificação da população de origem judia. Este tipo de censo incluía um cartão, o chamado "cartão suplementar"', que denunciava o grau de "ascendência judia" de cada família. A Dehomag soube até antecipadamente que Hitler se preparava para a guerra, pois a companhia já tinha previsto como proteger a sua maquinaria em caso de ataque.
Com o início da guerra, a IBM assistiu a um tremendo aumento dos seus proventos graças aos seus negócios na Alemanha e em zonas ocupadas por ela no Leste europeu. O que não é de estranhar, pois a máquina de guerra nazi precisava mais do que nunca da tecnologia baseada nos cartões perfurados da IBM para gerir o equipamento do exército e a rede ferroviária que possibilitava o transporte dos prisioneiros para os campos de concentração, para além dos já mencionados censos. Tudo isso, é óbvio, poderia ter sido realizado sem a tecnologia da IBM, mas nunca de uma maneira tão eficiente.
Após a guerra, a IBM recolheu a sua maquinaria e os avultados benefícios económicos obtidos, sem qualquer problema de consciência. Para mais, as máquinas estavam praticamente intactas. Este facto deveu-se a que, em primeiro lugar, estavam protegidas pelas leis que a Alemanha aplicava às propriedades de empresas de países inimigos, o que até obrigava à nomeação de guardas que tomassem conta delas. Por outro lado, se as máquinas caíssem nas mãos dos aliados também eram protegidas, pois os cartões continham provas das atrocidades cometidas pelos nazis. Por último, em 1949, a Dehomag passou a chamar-se IBM Alemanha.
Nem é preciso dizer que a IBM se sentiu muito incomodada pelos trabalhos de investigação de Black, que tachou de difamatórios. A IBM, que contou com a ajuda de grandes media, como o New York Times, defendeu-se argumentando que a Dehomag tinha passado totalmente para as mãos dos nazis durante a guerra. Mas mesmo que isto fosse verdade, nem por isso a IBM ficaria eximida da sua, cumplicidade em relação á detecção de judeus através dos censos feitos por meio dos cartões perfurados, assim como também não pode negar o facto de ter lucrado imenso com os lucros gerados, durante a guerra, pela tecnologia de Hollerith. Numa recensão sobre o livro de Black, publicada em Março de 2001 pelo New York Times, é-nos assegurado que a companhia desconhecia o uso que os nazis iam dar a esse sistema de processamento de dados. Mas sem dúvida que a base de dados que geria os censos era uma base de dados “feita à medida”, para a qual a empresa teve de ter de antemão um conhecimento detalhado dos fins que o seu cliente procurava obter.
(Tradução de A. Mota e P. Ferreira).
COCA-COLA ÜBERALLES
Como é sabido, a Coca-Cola sempre se apresentou como um símbolo dos EUA e dos seus valores "democráticos"; porém, trata-se mais de uma engenhosa mentira publicitária do que de uma realidade. De facto, a Coca-Cola foi uma dessas grandes companhias americanas que, pelo menos indirectamente, colaboraram com o regime nazi.
Para começar, a popular empresa norte-americana, com base em Atlanta (Geórgia), vendeu milhões de garrafas do conhecido refresco entre 1933 e 1945, violando as normas aliadas que impediam o comércio com a Alemanha nazi durante a Segunda Guerra Mundial. Mas a sua falta de escrúpulos não ficou por aí. Desde Dezembro de 1941, a empresa convenceu os americanos de que o seu produto era o símbolo da luta contra os inimigos da liberdade e da democracia. Porém, o certo é que, sendo a Alemanha o segundo maior mercado desta bebida refrescante (a seguir aos próprios EUA), a Coca-Cola encontrou a forma de manter os seus lucros neste país, apesar da política imperialista e genocida conduzida pelo seu governo. Já desde os tempos turbulentos da República de Weimar que os alemães encaravam a Coca-Cola como a ponta de lança de um certo tipo de colonialismo norte-americano na Europa. Por isso, a Coca-Cola teve que, primeiro, mudar a imagem que o consumidor médio alemão tinha do seu produto e, a seguir, vencer empresas concorrentes alemãs (como a Sinalco ou a Agri-Cola) que fabricavam imitações do mais famoso dos refrescos de cola. Se, em casa, a publicidade da empresa tinha que identificar-se com os valores imperantes na sociedade norte-americana, na Alemanha, a Coca-Cola tinha que adequar-se aos princípios ideológicos impostos pelo III Reich à sociedade alemã.
Uma peça chave neste processo foi Max Keith (na altura representante da empresa de refrescos), personagem descrito por alguns dos seus ex-empregados como um líder carismático e autoritário. Keith depressa percebeu que, para conquistar o mercado germânico, tinha que estar nas boas graças dos governantes da nação; por isso, começou por distribuir generosos subornos a diversos governantes nazis. Assim, em 1936, quando Goering introduziu um plano quadrienal para reduzir ao mínimo as importações alemãs e falharam todas as negociações conduzidas pelos advogados da empresa norte-americana, Keith autorizou a entrega de dinheiro a este chefe nazi. Graças a isso, a Coca-Cola conseguiu uma licença especial de importação que salvaguardou a sua quota de lucros na Alemanha. Max Keith convertera-se no homem da Coca-Cola por excelência, assim como num colaborador dos nazis, disposto a fazer o que quer que fosse que estes pedissem, desde que vendesse o seu produto.
Com as coisas neste pé, a Coca-Cola tornou-se, nesse mesmo ano, numa das três bebidas patrocinadoras dos Jogos Olímpicos de Berlim, um evento que o III Reich explorou para promover a sua ideologia racista e autoritária. A boa sintonia existente entre a Coca-Cola e o regime de Hitler foi algo que pôde ser comprovado por todos os que visitaram Berlim durante tão magno acontecimento, dado que em muitas imagens do Führer, que apareciam em cartazes publicitários e revistas, surgia também o logotipo do conhecido refresco incitando o público a beber Coca-Cola “eískalt” [=’muito fria’]. A partir daí, a Coca-Cola chega ao coração do nazismo e inclusivamente, em Outubro de 1938, numa revista militar que celebrava a anexação dos Sudetas pela Wehrmacht [='exército alemão'], podia ver-se um anúncio no qual uma mão segurava numa garrafa de Coca-Cola, com um mapa-mundo como fundo e que rezava: "Ja, Coca-Cola hat weltruf [='Sím, Coca-Cola: tem fama mundial'] Isto equivalia a dar um apoio tácito ao exército nazi e às suas conquistas.
A empresa americana estava a adquirir uma popularidade tal no mercado alemão, que Karl Flach (chefe duma das suas rivais alemãs, a Afri-Cola) começou a fazer circular panfletos nos quais aparecia uma garrafa de Coca-Cola com caracteres hebreus que diziam que o refresco americano era "Kosher" [=’apto para ser consumido por judeus’] e um texto, que assegurava ser a Coca-Cola uma empresa dirigida por judeus. Apesar disso, o prejuízo foi temporário, pois a empresa americana contra-atacou de imediato. E como? Com uma campanha propagandística, que afirmava exactamente o contrário, através da publicação de vários anúncios, nos quais defendia posições anti-semitas, no Stuerner, publicação oficial do partido nazi conhecida pelos seus artigos racistas. Estes anúncios não passaram despercebidos nos EUA, tendo originado alguns títulos do género "Coca-Cola financia Hitler" na imprensa norte-americana.
Durante a guerra, a Coca-Cola pôde enfrentar as restrições decorrentes do conflito bélico, recorrendo ao seu habitual oportunismo. Assim, quando, na Alemanha, foi restringida a utilização do vidro devido ao embargo aliado, a empresa de refrescos abriu fábricas na região dos Sudetas, em 1939, sob a protecção dos chefes nazis locais, visto que esta região estava fora do cerco económico. Desta forma, a Coca-Cola ludibriou o boicote ao III Reich. Além disso, a companhia norte-americana tão-pouco teve quaisquer problemas em que os seus camiões transportassem tropas alemãs em múltiplas ocasiões. Nem sequer no período mais aceso da contenda bélica, em que alguns dos ingredientes secretos da mais popular bebida não conseguiam chegar à zona sob controle nazi, a companhia deixou de fabricar bebida: nessa altura, Keith e a sua equipa de colaboradores inventaram a Fanta e a empresa Coca-Cola continuou a vender sem se importar nada com isso. Este facto pode ser testemunhado por alguns sobreviventes dos campos de concentração nazis, pois trabalharam como mão-de-obra escrava nas fábricas que a Coca-Cola mantinha em funcionamento nos territórios dominados pelo Reich alemão.
OS SEGREDOS DA IBM
Ainda não há muito tempo, na primavera de 2001, um autor chamado Edwin Black publicou um livro intitulado IBM and the Holocaust (A IBM e o Holocausto), facto que deu lugar a uma forte polémica nos Estados Unidos. Segundo Black, filho de judeus sobreviventes do holocausto, a IBM, empresa pioneira do sector informático, teve igualmente a sua parte de responsabilidade no genocídio levado a cabo pelos nazis. A obra, para além de surpreender por pôr em causa a até então inquestionável honestidade da companhia, veio também animar a luta dos sobreviventes dos campos de concentração que actualmente vivem nos Estados Unidos contra as empresas americanas que colaboraram com os nazis. Em que consistiu então a responsabilidade dessa prestigiada firma informática?
Como é do conhecimento geral, quando os nazis chegaram ao poder ainda não existiam os computadores, mas já existia a IBM. Nas décadas que precederam o desenvolvimento dos computadores, a informação processava-se usando métodos mecânicos em vez de electrónicos, como sucede hoje em dia. Um desses métodos era baseado nos cartões perfurados de Hollerith. Herman Hollerith foi um americano de origem alemã que desenvolveu uma técnica para calcular o censo dos Estados Unidos através de cartões perfurados que eram lidos por uma máquina. Este método obteve um tal êxito que de imediato Hollerith criou, praticamente a nível mundial, um monopólio de aluguer e venda de máquinas leitoras a governos e grandes empresas. Em 1911, a companhia de Hollerith fundiu-se com a Computing-Tabulating-Recording Cornpany (CTR), à frente da qual estava Thomas Watson. Mas em pouco tempo se transformou na International Business Machines (IBM).
Entretanto, em 1922, numa Alemanha afundada em plena crise económica, Watson acedeu ao controlo da Dehornag (Deutsche Hollerith Maschinen Gesellschaft), a qual usava a técnica dos cartões perfurados sob licença. E é esta, conforme argumenta Black, a peça chave na relação entre a IBM e o regime nazi. Segundo esse autor, Watson não era exactamente um fascista, antes sim um empresário autoritário e disposto a fazer dinheiro fácil, pondo de lado quaisquer considerações morais. Watson, de facto, era conselheiro do presidente Roosevelt e ocupava um cargo no Ministério dos Negócios Estrangeiros, mas não podia deixar passar a oportunidade de comerciar com a Alemanha nazi. Tendo Hitler, em 1933, começado a elaborar um censo que tinha como fim identificar os alemães de origem judia, a filial da IBM na Alemanha não teve qualquer problema em colocar a sua tecnologia ao serviço desse objectivo. A IBM, segundo Black, fazia-se passar por empresa alemã, apesar de a empresa-mãe, nos Estados Unidos, continuar a manter, mesmo durante a guerra, o controlo sobre ela. Desse modo, desrespeitava o bloqueio económico imposto à Alemanha pelos aliados. Black sustenta mesmo que Watson chegou a falar favoravelmente do III Reich em público, o que explica ele ter recebido do governo nazi a Cruz da Águia Alemã.
Em 1933, o regime nazi levou a cabo um outro censo nacional, com o qual se pretendia detectar, de forma já definitiva, a ascendência judia de milhares de cidadãos alemães. Sem dúvida que esse empreendimento foi posto em prática graças às máquinas de cartões perfurados da Dehomag. Um pouco mais tarde, em 1938, e pouco tempo antes de os nazis anexarem a Áustria, a filial da IBM em Viena, sob a supervisão do conhecido nazi Adolf Eichmann, dedicou-se também à identificação da população de origem judia. Este tipo de censo incluía um cartão, o chamado "cartão suplementar"', que denunciava o grau de "ascendência judia" de cada família. A Dehomag soube até antecipadamente que Hitler se preparava para a guerra, pois a companhia já tinha previsto como proteger a sua maquinaria em caso de ataque.
Com o início da guerra, a IBM assistiu a um tremendo aumento dos seus proventos graças aos seus negócios na Alemanha e em zonas ocupadas por ela no Leste europeu. O que não é de estranhar, pois a máquina de guerra nazi precisava mais do que nunca da tecnologia baseada nos cartões perfurados da IBM para gerir o equipamento do exército e a rede ferroviária que possibilitava o transporte dos prisioneiros para os campos de concentração, para além dos já mencionados censos. Tudo isso, é óbvio, poderia ter sido realizado sem a tecnologia da IBM, mas nunca de uma maneira tão eficiente.
Após a guerra, a IBM recolheu a sua maquinaria e os avultados benefícios económicos obtidos, sem qualquer problema de consciência. Para mais, as máquinas estavam praticamente intactas. Este facto deveu-se a que, em primeiro lugar, estavam protegidas pelas leis que a Alemanha aplicava às propriedades de empresas de países inimigos, o que até obrigava à nomeação de guardas que tomassem conta delas. Por outro lado, se as máquinas caíssem nas mãos dos aliados também eram protegidas, pois os cartões continham provas das atrocidades cometidas pelos nazis. Por último, em 1949, a Dehomag passou a chamar-se IBM Alemanha.
Nem é preciso dizer que a IBM se sentiu muito incomodada pelos trabalhos de investigação de Black, que tachou de difamatórios. A IBM, que contou com a ajuda de grandes media, como o New York Times, defendeu-se argumentando que a Dehomag tinha passado totalmente para as mãos dos nazis durante a guerra. Mas mesmo que isto fosse verdade, nem por isso a IBM ficaria eximida da sua, cumplicidade em relação á detecção de judeus através dos censos feitos por meio dos cartões perfurados, assim como também não pode negar o facto de ter lucrado imenso com os lucros gerados, durante a guerra, pela tecnologia de Hollerith. Numa recensão sobre o livro de Black, publicada em Março de 2001 pelo New York Times, é-nos assegurado que a companhia desconhecia o uso que os nazis iam dar a esse sistema de processamento de dados. Mas sem dúvida que a base de dados que geria os censos era uma base de dados “feita à medida”, para a qual a empresa teve de ter de antemão um conhecimento detalhado dos fins que o seu cliente procurava obter.
(Tradução de A. Mota e P. Ferreira).
Quinta-feira, Março 26, 2009
Barcelona - Repressão Policial

No dia 17 de março, três carrinhas da policia apareceram no edificio ocupado da universidade de barcelona e detiveram Enric Duran que, seis meses antes, anunciou publicamente ter roubado 492 mil euros de várias instituições financeiras e ter dado este dinheiro a movimentos sociais. Duran justificou o seu acto como forma de desobediência civil e fez uma ligação à tradição anarquista espanhola de assaltos politicos a bancos. A sua acção foi anunciada no jornal Crisi, cujas cópias (200 mil) foram distribuidas gratuitamente por toda a catalunha no dia em que ficou clandestino. O seu retorno à catalunha foi anunciado publicamente e, no dia em que foi preso, outro jornal foi distribuido em massa. Ambos os jornais se tornaram conhecidos pela análise e perspectiva anti-capitalistas.
Enri, foi detido num debate no edificio ocupado da universidade de barcelona.
Vai aguardar ficar julgamento em prisão preventiva sem fiança. a "prisão preventiva" pode durar até 2 anos.
Ás seis da manhã de 18 de março, a policia de intervenção voltou à universidade para de forma brutal desalojar os estudantes que a ocupavam. 58 pessoas foram forçadamente desalojadas. Mais tarde a policia carregou sobre os estudantes que se manifestavam e ao fim do dia atacou a manifestação e perseguiu e espancou várias pessoas pela cidade. Cerca de 18 pessoas foram detidas.
Os estudantes têm vindo a lutar contra o plano bolonha à mais de um ano através de vários protestos e ocupações de prédios em universidades.
Vários estudantes da Universidade Autonoma de Barcelona foram ameaçados com prisão por danos provocados pela ocupação.
Retirado de: Rede Libertária
Letra Livre edita livro sobre o anarquista e sindicalista Neno Vasco
Acaba de sair a obra de pesquisa histórica, «Minha Pátria é o Mundo
Inteiro» de Alexandre Samis sobre o militante anarquista Neno Vasco
(1878-1920), um intelectual que actuou nos meios operários em Portugal e no
Brasil com particular importância na imprensa sindicalista da época.
Apesar da
sua morte prematura destacou-se como um dos mais importantes militantes
anarquista da sua época, sendo autor do livro «A Concepção Anarquista do
Sindicalismo». Neste 90º de fundação da CGT e do jornal A Batalha esta é
uma contribuição ao conhecimento da história do anarco-sindicalismo em
Portugal.
Minha Pátria é o Mundo Inteiro. Neno Vasco, o Anarquismo e o Sindicalismo
Revolucionário em Dois Mundos. Alexandre Samis. Letra Livre, Lisboa, 2009.
455pp. 25,00 ?, desconto 10% para compras individuais, 30% para compras de
grupos.
Livraria Letra Livre
Calçada do Combro, 139
1200-113 Lisboa
Tel: 213461075
www.letralivre.com
Inteiro» de Alexandre Samis sobre o militante anarquista Neno Vasco
(1878-1920), um intelectual que actuou nos meios operários em Portugal e no
Brasil com particular importância na imprensa sindicalista da época.
Apesar da
sua morte prematura destacou-se como um dos mais importantes militantes
anarquista da sua época, sendo autor do livro «A Concepção Anarquista do
Sindicalismo». Neste 90º de fundação da CGT e do jornal A Batalha esta é
uma contribuição ao conhecimento da história do anarco-sindicalismo em
Portugal.
Minha Pátria é o Mundo Inteiro. Neno Vasco, o Anarquismo e o Sindicalismo
Revolucionário em Dois Mundos. Alexandre Samis. Letra Livre, Lisboa, 2009.
455pp. 25,00 ?, desconto 10% para compras individuais, 30% para compras de
grupos.
Livraria Letra Livre
Calçada do Combro, 139
1200-113 Lisboa
Tel: 213461075
www.letralivre.com
Terça-feira, Março 24, 2009
Sábado, 28 Março no CCL: Sessão sobre transgénicos e jantar vegetariano
Sessão informativa sobre os transgénicos no CCL
Promovida pelo GAIA - Grupo de Acção e Intervenção Ambiental e pelo Centro de Cultura Libertária
Sábado, 28 de Março – 15 horas
Afinal:
-o que são transgénicos?
-ficarei doente se comer alimentos transgénicos?
-quais os impactos da introdução de transgénicos no ambiente e agricultura?
-o que significa comprar sementes geneticamente modificadas?
Durante a sessão haverá tempo para reflectir e debater sobre tema e todas as dúvidas que se geram à sua volta, de uma forma interactiva e dinâmica. A sessão também contará com a visualização do filme TransXgènia.
Sobre o filme:
TranXgènia: a história do verme e o milho" - 37 min / Um documentário elaborado pela Plataforma Transgènics Fora! da Catalunya, onde é apresentado como os transgénicos, sem fazer muito barulho, estão cada vez mais presentes nas nossas vidas, desde o campo do produtor até ao prato do consumidor. Baseado na experiência local da Catalunha e de Aragão, explora-se os diferentes pontos da acção dos transgénicos e expõe-se o conflito que eles provocam."
20 horas -Jantar vegetariano
Em solidariedade com xs trabalhadorxs da fábrica em autogestão Disco de Oro de San Martin – Argentina
(+ info em http://ait-sp.blogspot.com e http://socderesistenciasm.blogspot.com)
no Centro de Cultura LibertáriaRua Cândido dos Reis, 121, 1º dto. - Cacilhas – Almada http://culturalibertaria.blogspot.com
Terça-feira, Fevereiro 17, 2009
Quarta-feira, Janeiro 28, 2009
Convocatória para uma reunião para a realização da II Feira do Livro Anarquista de Lisboa
Depois da realização daquela que foi a I Feira do Livro Anarquista de
Lisboa, que decorreu entre 23 e 25 de Maio de 2008 no Grupo Desportivo da
Mouraria, chegou a altura de dar continuidade ao projecto de uma feira do
livro anarquista anual no centro de Lisboa. Nesse sentido convocam-se
todo/as o/as interessado/as na organização da segunda edição desta feira
para uma reunião a realizar-se dia 31 de Janeiro (sábado) no Centro de
Cultura Libertária, em Cacilhas, pelas 16h com o intuito de se começar a
pensar os moldes em que esta se irá realizar. Seria bom que todo/as o/as
interessado/as trouxessem ideias para se discutir sobre a forma como esta
feira poderá ser realizada este ano, avaliando também aquilo que foi a
feira realizada em 2008.
Apareçam e divulguem!!!
Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis nº121 1º dt. Cacilhas - Almada
ateneu2000@yahoo.com
Posteriormente irá haver um jantar benefit para a família do Kuku, jovem
bárbaramente assassinado pela polícia no passado dia 4 de Janeiro na
Amadora.
Lisboa, que decorreu entre 23 e 25 de Maio de 2008 no Grupo Desportivo da
Mouraria, chegou a altura de dar continuidade ao projecto de uma feira do
livro anarquista anual no centro de Lisboa. Nesse sentido convocam-se
todo/as o/as interessado/as na organização da segunda edição desta feira
para uma reunião a realizar-se dia 31 de Janeiro (sábado) no Centro de
Cultura Libertária, em Cacilhas, pelas 16h com o intuito de se começar a
pensar os moldes em que esta se irá realizar. Seria bom que todo/as o/as
interessado/as trouxessem ideias para se discutir sobre a forma como esta
feira poderá ser realizada este ano, avaliando também aquilo que foi a
feira realizada em 2008.
Apareçam e divulguem!!!
Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis nº121 1º dt. Cacilhas - Almada
ateneu2000@yahoo.com
Posteriormente irá haver um jantar benefit para a família do Kuku, jovem
bárbaramente assassinado pela polícia no passado dia 4 de Janeiro na
Amadora.
Segunda-feira, Novembro 03, 2008
Quinta-feira, Outubro 30, 2008
CINCO MOTIVOS PARA BOICOTAR O MAC DONALD'S (E SIMILARES).
1) O Mac Donald's possui grandes extensões de terras cultiváveis em países pobres da América Latina (Inclusive o Brasil), onde a desnutrição atinge milhões de pessoas.
A maior parte de suas colheitas serve de "refeição" para o gado bovino que, posteriormente se transforma em hambúrgueres. Desta maneira, a energia que se poderia obter de produtos como os cereais, é subtraída da população local e utilizada para produzir produtos elaborados (como os hambúrgueres) para consumidores do 1º Mundo. Algo em torno de 145 milhões de toneladas de cereais dadas ao gado, produzem apenas 21 milhões de toneladas de carne e produtos elaborados. Uma pesquisa sobre o estado dos animais utilizados para a corte criticou cada um dos aspectos do processo, desde o transporte até ao abate. Os animais no abate são aturdidos quase sempre de maneira pouco eficaz, fazendo com que estes sejam degolados ainda plenamente conscientes..
2) As importantes florestas do mundo são destruídas a um ritmo acelerado por empresas como o Mac Donald's, para o plantio de pastagens. Na Amazônia existem mais de 100 mil cabeças de gado que necessitam, a cada ano, mais 120 mil hectares de área de pasto, para prover o cardápio da cadeia fast-food..
3) O cardápio do Mac Donald's é baseado, principalmente, na carne.Uma pesquisa sobre o estado dos animais utilizados para a corte criticou cada um dos aspectos do processo, desde o transporte até o abate. Os animais no abate são aturdidos quase sempre de maneira pouco eficaz, fazendo com que estes sejam degolados ainda plenamente conscientes..
4) A comida do Mac Donald's não é saudável devido ao seu alto conteúdo de gordura animal, açúcar, sais e aditivos químicos. Contribui também para a obesidade pois, a seu alto conteúdo de gordura, soma-se ainda que a pouca quantidade oferecida induz a pessoa a comer muito, causando intoxicações imperceptíveis a curto prazo.
5) As condições de trabalho dos empregados do Mac Donald's são péssimas os salários são baixos, a organização dos trabalhadores é inexistente, a rotatividade é enorme, a competição entre os trabalhadores é incentivada e o trabalho, em si, é muito desagradável. A maior parte dos trabalhadores tem idade inferior a 21 anos.
Extraído da Rivista Anarchica (Itália)
A maior parte de suas colheitas serve de "refeição" para o gado bovino que, posteriormente se transforma em hambúrgueres. Desta maneira, a energia que se poderia obter de produtos como os cereais, é subtraída da população local e utilizada para produzir produtos elaborados (como os hambúrgueres) para consumidores do 1º Mundo. Algo em torno de 145 milhões de toneladas de cereais dadas ao gado, produzem apenas 21 milhões de toneladas de carne e produtos elaborados. Uma pesquisa sobre o estado dos animais utilizados para a corte criticou cada um dos aspectos do processo, desde o transporte até ao abate. Os animais no abate são aturdidos quase sempre de maneira pouco eficaz, fazendo com que estes sejam degolados ainda plenamente conscientes..
2) As importantes florestas do mundo são destruídas a um ritmo acelerado por empresas como o Mac Donald's, para o plantio de pastagens. Na Amazônia existem mais de 100 mil cabeças de gado que necessitam, a cada ano, mais 120 mil hectares de área de pasto, para prover o cardápio da cadeia fast-food..
3) O cardápio do Mac Donald's é baseado, principalmente, na carne.Uma pesquisa sobre o estado dos animais utilizados para a corte criticou cada um dos aspectos do processo, desde o transporte até o abate. Os animais no abate são aturdidos quase sempre de maneira pouco eficaz, fazendo com que estes sejam degolados ainda plenamente conscientes..
4) A comida do Mac Donald's não é saudável devido ao seu alto conteúdo de gordura animal, açúcar, sais e aditivos químicos. Contribui também para a obesidade pois, a seu alto conteúdo de gordura, soma-se ainda que a pouca quantidade oferecida induz a pessoa a comer muito, causando intoxicações imperceptíveis a curto prazo.
5) As condições de trabalho dos empregados do Mac Donald's são péssimas os salários são baixos, a organização dos trabalhadores é inexistente, a rotatividade é enorme, a competição entre os trabalhadores é incentivada e o trabalho, em si, é muito desagradável. A maior parte dos trabalhadores tem idade inferior a 21 anos.
Extraído da Rivista Anarchica (Itália)
Sexta-feira, Julho 04, 2008
Festival CCA Gonçalves Correia

Sexta 18
18.00 Conversa: Punk? Onde anda o anarko-punk...
21.00 Janta
22.00 Concertos I.A.C. (évora/montemor) DISASTRO SAPIENS (arredores lisboa) FOCOLITOS (lisboa) ALBERT FISH (lisboa)
Sábado 19
11.00 Feira da Troca e Workshop Construção de fornos solares
13.30 Almoçada
15.00 Conversa: Espaços Contra a Autoridade: de okupas e espaços libertados à ideia de espaço público
18.00 Projecção/Conversa: Filme “Brad Will: Uma noite mais nas barricadas”. Rebelião popular em Oaxaca, México. Com a presença do seu autor
21.00 Janta
22.00 Concertos ESKUMALHA (figueira cavaleiros) MOTU (lisboa/barreiro) DESKARGA ETILICA (figueira da foz) FREEDOM (porto) CAMARA DE GAS (madrid)
Domingo 20
11.00 Workshop
13.30 Almoçada
15.00 Conversa: Alentejo, Salvem-me Porra!!! A destruição da paisagem no Alentejo pós Alqueva…
18.00 Conversa: Para uma Ética Alimentar: que sustentabilidade para o vegetarianismo (o caso específico da soja) e o consumo da carne através da caça?
21.00 Janta
22.00 Concertos COLUNA DE FERRO (lisboa)INSULTO(kylacankra)100 TALENTO (santo andré)MÁRIO O TROVADOR (cascais)
O Festival tem lugar no Monte da Minhota a cerca de 1km do Carregueiro (paragem de comboios da Linha Beja-Funcheira que tem ligação aos intercidades para Beja e para o Algarve) na direcção de Aljustrel (na EN2 entre Aljustrel e Castro Verde e/ou Entradas.(ver mapa na mensagem anterior)
Apenas parte do Monte fará parte do Festival e na restante área não devemos por lá andar (respeitem). Junto ao Monte haverá espaço de estacionamento para carros e para as carrinhas. Do outro lado da antiga linha de caminho de ferro, dentro da área do Monte, fica o local central de acampada num eucaliptal com sombras… Aí haverá um espaço alargado com tenda para os debates e filmes, workshops, feira da troca, etc… refrescados por alguns reservatórios de água e um bar. Um pouco afastado estarão as casas de banho. As refeições tem lugar junto a uma das casas do Monte, e num dos barracões deste acontecem à noite os concertos.
IMPORTANTE: Atenção com os fogos! Não se podem fazer fogueiras, e muito cuidado com os cigarros; Cuidados com os acessos ao Monte a partir da estrada (lomba má visibilidade); Não tragam os vossos cães para junto das casas do Monte (barracão dos concertos e cozinha) por causa dos outros animais/cães aí existentes; Atenção às carraças nesta altura do ano; Tragam pratos e talheres para as maravilhosas refeições vegetarianas! E colaborem na limpeza e no respeito do sítio.
Segunda-feira, Junho 02, 2008
Segunda-feira, Maio 12, 2008
Sexta-feira, Maio 02, 2008
Feira do Livro Anarquista

Pretendemos com a organização deste evento criar um espaço para a exposição e debate das ideias e lutas libertárias, assim como para o convívio e fortalecimento de laços entre pessoas que partilham uma visão anti-autoritária do mundo. A Feira proporcionará, para além das bancas de livros e outras publicações, um programa de actividades diversas, que poderão ser debates, workshops, sessões de cinema, performances e o que mais a imaginação e a vontade d@s participantes propuserem.
Apelamos à participação neste evento de tod@s @s interessad@s, através da sua presença com bancas de informação, livros e outras publicações ou com propostas de actividades que queiram promover durante a Feira.
Contactos, E-mail: feiradolivroanarquista@gmail.com
Endereço postal: Apartado 40 / 2801-801 Almada / Portugal
Para mais informação consultar o blogue da Feira do Livro Anarquista:http://feiradolivroanarquista.blogspot.com/
Quarta-feira, Abril 30, 2008
| Comunidade Portuguesa de Ambientalistas Ring Owner: Poli Etileno Site: Os Ambientalistas |
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